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Tuesday, June 20, 2006
Indo para a armadilha

Jonhson sabia o que eu estava pensando.  Valentina não fazia a menor idéia do que significava uma ação em Metaluzia.  Não havia a menor dúvida que ela fosse a agente melhor preparada.  Porém, esse era exatamente o seu maior problema!  Jonhson sabia, assim como eu, que Metaluzia era uma armadilha.  O melhor programa simulador estratégico fora obra dos mataluzianos.   Fora por isso que eu havia sido chamado.
Entrei na sala de Jonhson que começou a falar:
-Furion.  Já estamos velhos o bastante para cortar o papo furado.  Você sabe muito bem que Pablo não é um andróide comum.
-Um andróide é um andróide.
-Seu cabeça dura!  Você sabe muito bem quem é se criador!
-Um homem é só um homem.
-E um imbecil é só um imbecil!
-Fale por você mesmo, chefe.
-O negócio é o seguinte, Furion.  Você termina essa missão.  Eu recebo os cumprimentos do governador, uma bela gratificação, e eu me encarrego pessoalmente de apagar uns certos registros seus comprometedores...
-Como se eu me importasse...
-Eu sei que você não se importa, seu bastardo.  Porém sei que você não irá desapontar o pai de sua parceira Valentina.
-Você é um cretino, Jonhson.
-Seja realista Furion.  Valentina é peça chave na captura de Pablo, e você sabe disso.
-Ela sabe se cuidar.
-Os assassinos mataluzianos também.
Jonhson me colocara contra a parede.  O pai de Valentina tinha sido meu parceiro, dez anos atrás.  Ele havia morrido numa missão até hoje não explicada totalmente.  Eu havia lhe prometido cuidar de sua filha que iniciava os treinamentos na Agência.  Johnson sabia que eu me sentia culpado por sua morte e usava isso contra mim.  Valentina possuia sangue mandeano.  Ela era cotada para integrar a elite governamental.  Uma carreira de sucesso na agência seria uma boa plataforma como base para qualquer candidatura, ainda mais de alguém com sangue real.  Eu havia me tornado prisioneiro de minha própria fama... e de minha própria culpa.  Valentina tinha todo um futuro pela frente.  Eu não.  Cuidar dela era uma das poucas coisas que eu ainda me propunha a fazer.
-Eu quero uma equipe fantasma - disse-lhe secamente.
Jonhson sorriu, maliciosamente, e, antes que eu me retirasse, fez um leve sinal para me lembrar de deixar-lhe um frasco de bebida....

-Preparem minha nave - disse aos técnicos de pista.

Liguei meu comunicador na frequência de Valentina, que não estava em lugar algum que eu pudesse ver, e disse-lhe:
-Estamos de partida. Fazendo upload do plano estratégico.  Quando pousarmos, utilize a frequência restrita.  Tenho algo a lhe dizer.  Faça bom vôo.

postado por Furion



Posted at 01:02 am by yazelovit

Kali
June 20, 2006   09:51 PM PDT
 
Estive por aqui...
 

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