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Saturday, June 17, 2006
Pablo, o andróide assassino, acabara de ser localizado.
Eu não poderia estar mais feliz, para não dizer outra coisa. Eu
estava em Siledon 2: um pequeno planeta paradisíaco na fronterira do
setor beta. A notícia acabara de chegar. Esse era o tipo de coisa que
me fazia refletir porque cargas d'água eu ainda fazia esse tipo de
serviço. Minhas férias haviam acabado devido àquela holomensagem. Três
siledônias me olhavam com aquele sorriso angelical e, definitivamente,
meu humor havia mudado da água para o vinho.
-Que diabo dos infernos! - praguejei.
O sistema anti-stress, imediatamente foi acionado e logo a porcaria de um robô muito simpático surgiu em minha porta.
-Aproveite e me traga a conta! - disse-lhe em tom sério antes que ele fizesse qualquer coisa.
O monitor financeiro apareceu me perguntando como gostaria de
efetuar o pagamento. Eu sabia que ele iria me oferece toda aquela
ladainha de descontos e etc, porém meu dia havia acabado e eu só queria
sair dali.
Respondi secamente: débito total.
No caminho para a nave, o gerente apareceu, preocupadíssimo, me
oferecendo um monte de coisas que ignorei completamente. Eu sabia que
eles estavam pensando que algo me desagradara.
-Escute. Eu não quero nada e tudo foi do meu agrado. Apenas diga
para a ruiva e suas duas amigas que eu pretendo voltar e retomar o que
começamos.
Enquanto respondia aos controles selecionando meu destino, eu
pensava, ainda com aquele sorriso angelical da siledônia ruiva ecoando
em minha mente: droga de serviço... Pablo, Pablo, maldito dos infernos,
eu espero que você realmente faça jus a sua fama e que me dê bastante
motivo para eu não conseguir reprogramá-lo...
postado por: Furion
Posted at 12:53 am by yazelovit
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Enquanto isso, em "Mandeanus" , esperava reposta da holomensagem
que enviara a Furion, que até agora não havia dado o ar da
graça para dizer se estava ou não a caminho... Nos
últimos tempos preocupava-me com Furion, achava que ele realmente
estava ficando viciado naquele pequeno planeta onde se refugiava todos
as vezes que podia...pensava que isso poderia distraí-lo por demais.... Apesar disso, estava satisfeita, quase orgulhosa, por termos conseguido localizar Pablo... Me
sentia muito bem todas as vezes que entrávamos em uma missão dessas...e
ao contrário de Furion, nada me agradaria mais do que isso...ou quase
nada... Retornando para perto de todos, disse naquele tom familiar: - Furion ainda não respondeu a minha holomenssagem...porém algo me diz que já está a caminho.... Quando finalmente um dos agentes me disse: - Sim, ele já está a caminho. Vamos esperar... Postado por Valentina
Posted at 09:18 am by yazelovit
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Olhei a base da Agência e suspirei fundo. Talvez estivesse
ficando velho. Talvez eu tivesse nascido tarde demais. Quem
sabe? Toda aquela gentileza simplesmente não combinava
comigo. E eu me me perguntava se não havia virado uma peça
exótica de algum museu mandeano. A taxa de crimes praticados por
humanóides havia chegado a zero a pelo menos duas décadas. É
claro que eu não considerava crime as ações dos andróides
metaluzianos. E isso era algo que aborrecia a maioria. Que
se danem! Como sempre, pessoas vestidas impecavelmente, com
sorrisos admiravelmente impecáveis, com olhares bondosamente impecáveis
e palavras gentilmente impecáveis, me recebiam. Então, lá
estava a tropa de agentes da Associação Mandeana de Proteão do
Universo. Universo? Claro...impecavelmente iludidos. No canto da
sala estava Valentina, vindo em minha direção com aquela disposição
jovial. Ela era o protótipo daquela geração mandeana: acreditava
nos valores superiores, na capacidade do grupo, na ressonância entre
todos os seres vivos. E , é claro, achava que podia me ajudar em alguma
coisa. O uniforme lhe caía bem, porém, esse era o tipo de pensamento que por ali seria considerado um insulto. Mais uma vez repirei fundo. Cacete! Como ela estava entusiamada.
Ela parou a minha frente para me cumprimentar, porém fiz um pequeno
gesto para que ela esperasse. Ela me olhou curiosa. Na verdade, a
agência inteira me olhava. Eu precisava tomar algo para não
explodir. Tirei um pequeno frasco do bolso do casaco e o tomei de uma
vez. Havia, pelo menos, três tipos de susbstâncias proibidas
naquele líquido. Eu deveria aguardar uns dois minutos para abrir
a boca se não quisesse que o alarme tocasse. Então, o chefe
Johnson me deu um tapinha nas costas e me disse ironicamente: -O
alarme foi reprogramado, Furion. Foi decidido que você é persona
não monitorada, devido a seus serviços e seu carácter... impecável.
Jonhson olhou Valentina que parecia não entender direito o que se
passava, porém, por vias das dúvidas, se aproximou mais ainda e
sussurrou em meu ouvido: -Não esqueça de deixar um desses em minha mesa antes de sair... Ele se afastou me deixando diante da jovem no uniforme azul.
Me esforcei o máximo para sorrir. Pensei em várias coisas para
dizer. tentei, ao máximo, parecer simpático, esse tipo de
coisa. Fiquei quase uns vinte segundos sem saber o que
dizer. Então desisti. Era melhor ser eu mesmo. -
Obrigado por acabar com minhas férias. Vamos acabar logo com
isso. Onde está a porcaria desse andróide bastardo assassino? postado por Furion
Posted at 09:21 am by yazelovit
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Sunday, June 18, 2006
Ele apenas sorriu. Seus olhos continham algo daquela antiga
nostalgia que eu presenciara algumas vezes em certos homens diante da
morte. Uma meia dúzia deles, no máximo. Porém, no olhar de
meu criador, essa nostalgia era constante. Sim, ele apenas
sorriu. O que poderia fazer, eu, seu filho, diante dessa
possibilidade? Teria Ele me programado assim? Claro que
não. O que ele fez foi algo que somente um pai, um verdadeiro
pai-mãe faria: ele me deu liberdade. Era minha escolha
libertá-lo, mesmo que para isso eu selasse meu destino. Eu não
procurava glória, nem reconhecimento. Eu apenas fazia o que
interiormente surgia como uma necessidade premente.
Diante da sela aberta eu lhe estendi a mão. Eu havia invadido a
prisão de Limbos, passado por cinco guardas e, nesse caminho, violado
algumas leis como seria claro supor. O único humano que
encontrei, desmaiou de medo. Aquilo tinha sido mais fácil do que
planejara. Esse era o problema com sociedades avançadas.
Tudo se tornava previsível demais. Era óbvio, também, que devido
a sua prórpia estrutura, a Agência iria chamar alguém menos "impecável"
para ir ao meu encontro..alguém com uma maior criatividade anárquica,
apesar deles nunca declararem isso oficialmente. Com certeza meu
criador teria algo a dizer sobre isso.
Segurei sua pequena mão macia e envelhecida. Mais dois dias e Seu corpo
estaria aniquilado. Prisões temporais eram realmente
eficientes. O tempo na cela passava mil vezes mais rápido do que
fora delas. E tempo era algo que eu não podia me dar ao luxo de
perder. Eu deveria levá-Lo a Prion, onde poderia reverter, pelo
menos parcialmente, os efeito desse envelhecimento acelerado.
Deixei-O em Prion, onde estaria incógnito e seguro. Ele ouviu
meus planos cuidadosamente e me deu sua benção. Eu nunca o vira
tão noltálgico e tão calmo. Eu senti, em mim, um desejo palpável
de vingança. Fiquei uns dois dias atribulados, como se emergisse
de uma ressaca infernal. Eu sabia que fora localizado, porém
havia tomado o devido cuidado para não levantar suspeitas do paradeiro
de meu Pai. Eu estava decidido a esperar pela vinda dos agentes
em Metaluzia, berço dos assassinos. Seria interessante ver como
eles se sairiam neste tipo de terreno. postado por Pablo
Posted at 05:07 pm by yazelovit
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Monday, June 19, 2006
Jardim das flores de fadas
Devido ao modo como Furion falara comigo, repondi: -
Já poderiamos ter capturado Pablo, caso você não tivesse demorado tanto
Furion... Às vezes penso que você deveria aposentar-se de uma vez por
todas e mudar-se definitivamente para aquele Planeta... Pois, agora,
Pablo alojou-se em seu Planeta "Metaluzia", e, graças a você,
teremos o dobro de trabalho para capturá-lo... Ah! E antes que eu me
esqueça, acabei com suas férias e você acabou com meu humor! Então,
estamos quites... Olhava bem fundo nos olhos de Furion
que, como sempre, não respondia nada. Eu precisava de um
tempo. Aproveitaria os momentos em que o grupo de simulações
estratégicas se reuniria para me reestabelecer. Sabia
o quanto Furion se irritava, para não dizer outra coisa, com a minha
cordialidade, e por isso tentava ser cordial sempre, desde que Furion
se tornara tão rabugento.... A única coisa que me consolava era o
quanto nos dávamos bem quando estávamos em ação, lado a lado, em
qualquer missão que fosse. Fui para o jardim (um dos poucos
com flores de fadas, uma espécie raríssima), e onde adorava ficar
quando algo me aborrecia. E como Furion havia me aborrecido! Pensei
em tudo o que estava acontecendo. Talvez Furion não soubesse, ou
apenas fingisse não saber, que não nos preocupávamos com as
pequenas ações dos andróides metaluzianos no mundo dos
humanóides. Preocupávamos com algo muito maior que pudesse
acontecer. Estes andróides praticavam pequenas ações irrelevantes aos
olhos de Furion, mas o nosso chefe Johnson, já havia nos alertado para
algo muito maior que eles pudessem estar armando. Quando
Furion estava de férias, certa vez, Johnson havia nos alertado que
nenhuma civilização do porte dos metaluzianos poderia sobreviver de
pequenas ações no mundo mesquinho e previsível dos humanóides, a menos
que tivessem por objetivo manter-nos distraidos enquanto tramam esse
tal "algo maior". No entanto, não entendi direito o que se passara, e
que aliás, sempre se passava com o nosso chefe e Furion. Era como se
soubessem algo que ninguém pudesse saber. E aquilo me irritava. "Serviços
e caráter impecável"....lembrei-me com deboche. É claro que eu já havia
percebido que eles tomavam um certo líquido proibido...e sempre me
perguntava: Proibido para alguns?! Os homens deveriam aprender algumas coisas com as mulheres.... Ali
sentada, comecei a ouvir a música do universo sem pensar em mais
nada Apenas aguardava ordens para que, finalmente, pudéssemos
entrar em ação... postado por Valentina
Posted at 01:46 am by yazelovit
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Tuesday, June 20, 2006
Jonhson sabia o que eu estava pensando. Valentina não fazia a
menor idéia do que significava uma ação em Metaluzia. Não havia a
menor dúvida que ela fosse a agente melhor preparada. Porém, esse
era exatamente o seu maior problema! Jonhson sabia, assim como
eu, que Metaluzia era uma armadilha. O melhor programa simulador
estratégico fora obra dos mataluzianos. Fora por isso que
eu havia sido chamado. Entrei na sala de Jonhson que começou a falar:
-Furion. Já estamos velhos o bastante para cortar o papo
furado. Você sabe muito bem que Pablo não é um andróide comum. -Um andróide é um andróide. -Seu cabeça dura! Você sabe muito bem quem é se criador! -Um homem é só um homem. -E um imbecil é só um imbecil! -Fale por você mesmo, chefe.
-O negócio é o seguinte, Furion. Você termina essa missão.
Eu recebo os cumprimentos do governador, uma bela gratificação, e eu me
encarrego pessoalmente de apagar uns certos registros seus
comprometedores... -Como se eu me importasse... -Eu sei que você não se importa, seu bastardo. Porém sei que você não irá desapontar o pai de sua parceira Valentina. -Você é um cretino, Jonhson. -Seja realista Furion. Valentina é peça chave na captura de Pablo, e você sabe disso. -Ela sabe se cuidar. -Os assassinos mataluzianos também.
Jonhson me colocara contra a parede. O pai de Valentina tinha
sido meu parceiro, dez anos atrás. Ele havia morrido numa missão
até hoje não explicada totalmente. Eu havia lhe prometido cuidar
de sua filha que iniciava os treinamentos na Agência. Johnson
sabia que eu me sentia culpado por sua morte e usava isso contra
mim. Valentina possuia sangue mandeano. Ela era cotada para
integrar a elite governamental. Uma carreira de sucesso na
agência seria uma boa plataforma como base para qualquer candidatura,
ainda mais de alguém com sangue real. Eu havia me tornado
prisioneiro de minha própria fama... e de minha própria culpa.
Valentina tinha todo um futuro pela frente. Eu não. Cuidar
dela era uma das poucas coisas que eu ainda me propunha a fazer. -Eu quero uma equipe fantasma - disse-lhe secamente.
Jonhson sorriu, maliciosamente, e, antes que eu me retirasse, fez um
leve sinal para me lembrar de deixar-lhe um frasco de bebida.... -Preparem minha nave - disse aos técnicos de pista. Liguei meu comunicador na frequência de Valentina, que não estava em lugar algum que eu pudesse ver, e disse-lhe:
-Estamos de partida. Fazendo upload do plano estratégico. Quando
pousarmos, utilize a frequência restrita. Tenho algo a lhe
dizer. Faça bom vôo.
postado por Furion
Posted at 01:02 am by yazelovit
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Wednesday, June 21, 2006
Estou captando algo...Droga de implantes, nunca funcionam como me foi prometido.
Fecho os olhos e os giro, como se isso de alguma forma pudesse corrigir as falhas dos circuitos nos implantes neurais.
Feche os olhos, se concentre. Hum...uma holomensagem. "Pablo, o andróide assassino foi localizado..." Rá! Se a agência imagina que eu descobri isso. Mas eles nem imaginam, eles nem podem imaginar no que me tornei depois que me expulsaram.
Me olho no espelho, meu rosto ainda é o mesmo, e pareceria até normal se eu ainda possuisse cabelos. Mas eles se foram depois dos implantes, se foram junto com o couro cabeludo e os ossos cranianos. Um calota de metal brilha em seu lugar. Nunca quis ter essa aparência freak. "Para facilitar a manutenção". Falo imitando a voz do neuroengenheiro que fez meus implantes.
Me dirijo a estante, onde várias cabeças de manequins exibem perucas variadas.
Hum...Deixe-me ver, não quero que me reconheçam. Nunca fui loura, deixa ver. Hum, que cara de vadia.
Passo a mão nos longos cabelos louros, quase brancos de alguma viciada de Norax, que os vendeu em troca de qualquer porcaria proibida: "louro-piranha da pior qualidade".Vai ser essa mesmo.
Agora, só preciso descobrir o que posso ganhar com essa informação, se tem alguém pagando pela cabeça cheia de fio desencapado daquele doido, ou alguém pagando para protegê-lo.
Postado por LI
Posted at 06:39 pm by Kali
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-É a loira, sentada na terceira mesa, conforme combinado.
-Você tem certeza?
-Eu tenho certeza que a leitura do scanner a indentifica como LI.
-Então vamos.
A cena não poderia ser mais clichê. Dois homens, vestidos como
executivos de alto escalão governamental, trocando rápidas palavras com
uma modelo estonteante. Ela se levanta e recebe um
envelope. Os homens saem e a deixam. Ela tira algo de
dentro do envelope e sorri maliciosamente.
Definitivamente, havia um interesse muito além de um caso de polícia
envolvendo Pablo. E nem todos, naquele governo, queriam vê-lo
detido ou mesmo morto.
postado por narrador
Posted at 10:21 pm by yazelovit
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Thursday, June 22, 2006
Abro o envelope...nada mal.
Tem gente que realmente não quer ver o andróide destruído. Ou melhor, tem gente que gostaria de ver o papaizinho dele voltando a ativa.
É Pablito, alguém lá "em cima" gosta de você. Gostaria de ver a cara de Furion se ele pudesse saber disso isso...na verdade, só me lembro da cara dele naquele nosso último encontro.
Olho para minha mão esquerda. Tiro vagarosamente a luva negra: fios e metal. Uma bela prótese, mas forte e mais útil que a original. No entanto, querido Furion, doe muito perdê-la. Nem sei mais o que resta de original em mim. Talvez eu seja tão andróide quanto Pablo, e eu devo muito do que sou ao pai dele, as suas criações.
É, acho que esse é o lado certo, ao menos paga bem.
Chamo um garçon. Ele tem cara de morto. Sorrio e peço algo que só os que tem a senha (e o dinheiro) podem pedir. É Furion, ainda compartilho com você o gosto pelo proibído. Será que você continua bebendo isso?
Ele volta com algo que parece ser um inocente drink. Um gole, fecho os olhos. Não gosto das lembranças, mas elas se dissolvem e eu penso em como encontrar meu protegido em Metaluzia. Lugar detestável.
Postado por LI
Posted at 09:13 pm by Kali
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Friday, June 23, 2006
No tempo que permaneci no jardim, parecia que eu tinha caído num sono
profundo... vi imagens de alguém que poderia ser minha mãe, a
qual nunca cheguei a conhecer, e outras mais confusas em meio a
explosões luminosas.
A mulher em minha visão apenas me olhava com um jeito
estranhamente maternal... e sorria. Como ela poderia ser minha
mãe,se havia morrido no parto? Que lembrança seria aquele? Havia
algo em seu sorriso... um olhar tão consolador e, ao mesmo tempo, tão
nostálgico... E, nessa visão, eu me via tentando alcançar seus braços, porém as explosões sempre me impediam...
Despertei, atordoada com a mensagem de Furion em minha cabeça. Cheguei na pista de decolagem, onde havia uma nave à minha espera... Furion sempre fora o meu parceiro, mas desta vez ela havia partido sozinho. Algo não fazia sentido.
Interpelei o chefe Johnson:
-Porque voarei sozinha? Onde está Furion? O que está acontecendo?
Ele apenas se aproximou mais e disse:
- Seu pai se orgulharia desta missão, Valentina. Não temos tempo a
perder e acho melhor que você parta logo. Furion já lhe passou o plano. Faça bom vôo!
Os técnicos de pista todos me olhavam como que dissessem para que eu tivesse boa sorte.
Durante o vôo, tentei ligar meu comunicador na frequência de Furion
e percebi que algo não estava de acordo. Havia algo muito estranho
também no plano que eu visualizava na tela. Além disso, eu estava
tomada por uma sensação de medo incomum. Eu simplesmente não
podia manter minha concentração e, assim, não conseguia me conectar
mentalmente com nenhum agente.
-Mas que porcaria!
Mal terminei de pronunciar estas palavras e fui atraída para um
rodamoinho cósmico, onde perdi o controle da nave que foi atravessada
por um campo de força que eu jamais conhecera antes. A nave havia sido
desprogramada e a
única maneira de fazê-la voltar era reprogramando-a novamente. Eu sabia
fazer isso, porém nunca havia feito antes. Isso atrasaria minha
chegada em Metaluzia e poderia por todo o plano em perigo.
Então meu comunicador tocou no modo de segurança. Era apenas uma mensagem... e era a voz de Furion.
- Valentina, não tenho como explicar isso agora. Mudança de
planos. Reprograme sua nave a partir do módulo que carreguei em
seu comunicador. Te encontro na embaixada Mandeana em Metaluzia.
Definitivamente alguém estava me devendo muitas explicações!
postado por Valentina
Posted at 12:28 am by yazelovit
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