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Friday, June 23, 2006
Convite para jantar

Valentina olhou Furion indignada, porém ela não iria quebrar os protocolos dentro da embaixada mandeana.  Metaluzia era um regime independente, apesar de sofrer com o cerco militar mandeano.  Ainda havia uma tênue relação diplomática entre os dois mundos.  Furion não fez nada do que fora programado.  Não houve nenhum ataque surpresa.  Ele não utilizou a equipe fantasma que pedira e nenhum agente se infiltrou no planeta de modo desapercebido.  Ele simplesmente anunciou sua chegada e levou um pedido de extradição de Pablo ao embaixador Trevidus.  Era óbvio que o embaixador não conseguiria, junto ao governo Metaluziano, a extradição de Pablo.  Aquela fora apenas uma manobra para abortar o início da missão e ganhar tempo.  Valentina considerava que Furion estava fora de controle, porém sabia que ele nunca a prejudicaria.  Contudo havia algo com que Furion não havia contado: dois convites do governador Mateluziano para jantar no Palácio Central. Um para o "muito estimado amigo" Furion Kilemanjaro, e outro para a "muito estimada jovem infanta da Casa Real Mandeana, Valentina Francesca Carmina Terceira". 
A alguns anos-luz dali, enquanto Li contava seu dinheiro, ela olhava o convite que estava junto do envelope que recebera, o qual também  continha o mesmo selo presidencial dos convites de seus novos inimigos.
No palácio central, Pablo agradecia ao presidente o favor que lhe prestava, enquanto a mesa de jantar era cuidadosamente preparada.

postado por narrador

Posted at 04:57 pm by yazelovit
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Saturday, June 24, 2006
Freak LI

Estou em Metaluzia mais uma vez.

 

Nada boas lembranças deste lugar. Na verdade, não tenho boas lembranças de lugar algum. Todas as boas coisas se foram com as partes perdidas do meu corpo, e outras partes perdidas de mim que nunca vou poder recuperar.

 

Recordo que ainda era quase adolescente quando entrei na agência. Definitivamente não imaginava o que me aconteceria depois disso. Eu tinha tantos sonhos sobre proteger o universo. Garota otária! Olhe para você agora.

 

Às vezes duvido de quem eu sou realmente...

 

Depois do acidente, duvido de tudo.

 

Será que teria sido diferente se eles houvessem me resgatado? Talvez estivesse agora em alguma prisão temporal, reduzida a um monte de ossos velhos. Não, definitivamente a Agência não iria me absolver.

 

Lembro quando caí nas mãos daquele neuroengenheiro, num centro de reestruturação clandestino. Ali eu não era mais que um monte de ossos quebrados e pele destruída.

“A cobaia perfeita”, me lembro dele falando. Fizemos um acordo, ele daria meu rosto de volta, e em troca, ele faria em mim todas as experiências que desejasse com a tecnologia que ele roubara daquele que criou Pablo.

 

Eu já havia perdido minha mão esquerda, mas as pernas, elas estavam lá, quebradas, mas lá. No entanto ele as amputou para colocar-me as próteses. Nada mal, parecem reais, só que mais fortes, rápidas e com alguns segredos embutidos. Mas doeu perdê-las, e me perguntei se eu não havia vendido meu corpo ao diabo...

 

Mas quando voltei a enxergar de novo graças aos implantes neurais, a única coisa que me importava era que eu tinha meu rosto de volta.

 

Meu olho esquerdo havia sido reconstituído, e eu não precisaria usar um tapa olho. Rá! a vaidade feminina. Um monstro com vaidades. Um rosto lindo, um corpo aparentemente perfeito: tem mais fios em mim do que veias, mais metal do que carne.

 

No entanto, às vezes as coisas não funcionam bem, como em toda máquina pirata feita em oficinas clandestinas. Mas não quero pensar nisso agora, tenho muita coisa no que pensar, e esse corpinho me será bem útil.

 

Levanto-me, pego o injetor. O líquido fosforesce no seu interior. Encaixo na parte interna do braço esquerdo, ali, onde há pele de verdade. Sinto o líquido se espalhar quente , entrar na minha carne, entrar nas veias, nos fios, banhar os circuitos...

 

Prontinho. Vamos lá Li. Vamos à caça. A boa menina morreu há muito tempo.

 

Postado por LI

 


Posted at 03:43 pm by Kali
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Sunday, June 25, 2006
Segredos de família - parte I

Os convidados chegaram e foram  encaminhados ao salão de comemorações. Li fora a primeira a chegar.  Instantes depois entraram Furion e Valentina.  A mesa era imensa, de modo a permitir uma boa distância entre todos.  Furion não podia acreditar no que via: paracia que seus olhos reconheciam uma antiga agente, morta na mesma missão em que seu amigo real, Duraar, pai de Valentina, havia morrido.
-Querido Furion.  Seja menos óbvio.  Sua surpresa em me ver me enrubece de contrangimento - disse Li, ironicamente.
Neste exato momento entra Pablo que se dirige a Li:
-A grande ironia Li, ainda está para ser revelada.  Porém, se eu a anunciasse agora, com certeza vocês perderiam o apetite.  Deixarei isso para a sobremesa e tomarei o cuidado para não ser responsável caso alguém engasgue.
-Eu espero que você não engasgue quando eu o levar preso! - disse Valentina, rispidamente.
Pablo sorriu e levantou uma taça de vinho tremoniano.  Todos levantaram suas taças.  Frurion tomaria o vinho em um só gole.  Valentina não tinha a menor intenção em leva-lo à boca.  Li, de fato, não o podia, e achou fantástico ver  Pablo bebê-lo moderadamente.
Sim, sim - disse Pablo sem olhar para Li - ao final dessa missão poderemos concertar o que a Agência fez contigo, minha cara.
Furion tomou mais dois copos de uma só vez e respirou fundo.
Nem Li havia entendido perfeitamente o que Pablo havia dito.  Ela entendera que Pablo falara da missão na qual ela havia aparentemente morrido, e que Pablo possuia uma teconologia muito mais avançada do que a que fora usada nela.  Porém, Furion havia ligado todos os pontos.  Pablo estava dizendo, em meio a um jantar teatral, que absolutamente tudo o que lhe acontecera havia sido um plano da Agência.  Li era o resultado fora de controle de uma projeto experimental código ombra.  Furion sabia que a Agência criara alguns laboratórios clandestinos para executar projetos que ela mesma proibira.  Tudo fazia sentido:  Li, a sua frente, era a prova disso.

postado por narrador

Posted at 11:40 am by yazelovit
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Monday, June 26, 2006
Constrangimento

Fora solicitada para capturar Pablo, e no entanto, estava sentada na mesma mesa que ele compartilhando do mesmo jantar... Definitivamente, havia perdido a fome e estava exausta...não tinha intensão nenhuma de  beber daquele drink e muito menos comer daquela comida....
Fora solicitada para uma missão...como estava acostumada...não para um jogo de palavras como estava acontecendo...não entendia pq estávamos sendo cordiais com aquela gente... então cheguei o mais perto possível de Furion e sussurrei:

- Vc disse que precisava me dizer algo. Quem é essa tal de Li? Pq fala desse jeito com vc?
Eu era uma agente muito  jovem, talvez, a pessoa mais jovem por ali...quase nada sabia do passado...das artimanhas do próprio mundo em que vivia...sabia que era cotada para fazer parte da "elite governamental"...

-Elite governamental?

O que ninguém sabia é que eu também não tinha o menor interesse de ocupar esse cargo....os meus interesses eram outros....absolutamente outros...

Não tive mãe e meu pai nunca tivera tempo para me dizer as coisas...tinha me tornado uma boa agente pq sempre vivi naquele meio...não poderia ter me tornado  nada mais além daquilo...mas estava angustiada....ainda não havia explodido, apenas pq confiava em Furion...o antigo parceiro de meu pai...mas não me sentia nenhum pouco à vontade em fazer algo pq confiava em alguém....queria entender o que estava acontecendo...quem era aquela gente...e pq havia sido solicitada para uma missão que não fazia a menor idéia do pq dela....

Pablo se dirigiu para perto de mim e disse, tocando, cuidadosamente no meu pescoço, que estava em evidência devido ao meu cabelo preso...

- Valentina, a filha de Duraar...e  Furion, seu estimado tutor que ainda não se lembra corretamente de Li ....

E acrescentou num tom ironico...

- Vejo que meus planos estão indo muito bem...melhor do que os dos "Salvadores do Universo"...

As palavras de Pablo foram seguidas de uma bela gargalhada...

Quando eu iria dizer algo...Percebi que Furion me reprimia com o olhar e percebi que não devia dizer nada...não antes de saber o que estava acontecendo....

Apenas movi meu corpo de modo que Pablo não mais encostasse em mim e em seguida peguei aquele copo de vinho que estava a minha frente e comecei a tomá-lo calmamente...

Postado por Valentina


Posted at 09:04 am by Sophia666
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Síncope

Pronto. estou aqui. Tento colocar em ordem meus pensamentos, mas uma dor de cabeça começa a despontar lá no fundo, uma dor maior do que a que me acompanha constantemente desde que meu cérebro quase virou purê de batatas.

O que Pablo queria dizer? Quase não me contenho em dar um muro na mesa e perguntar que palhaçada era aquela. O que a Agência tinha a ver com o açougueiro que me reconstruiu? Estava ficando furiosa e minha cabeça começando a latejar fortemente.

agora percebo, achei que tinha vendido meu corpo ao diabo ao me deixar cuidar por aquele neuroengenheiro ladrão, no entanto não imaginava que tinha vendido minha alma ao demônio ao entrar naquela maldita Agência.

E Furion? O que sabia de tudo aquilo? Quanto tempo se passou desde a última vez que o vira? Parece que fora em outra vida, onde eu era outra pessoa. eu era outra pessoa.

Então olhei para Valentina, bebia seu vinho calmamente, mas sei que também estava perturbada, podia quase sintonizar sua perturbação nos meus circuitos . Como eu podia tê-la ignorado até então? Comecei a procurar em seu rosto traços de Duraar. Traços dele vivo, mas na minha mente só podia ver sua carne queimando. Não! Minha cabeça pareceu explodir.

Tudo se apagou a minha volta.

Postado por LI


Posted at 09:55 pm by Kali
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Tuesday, June 27, 2006
Segredos de família - parte II

Nunca temos tempo suficiente para explicar as coisas. Bombas neuro-sônicas afetam principalmente andróides híbridos.  Porém LI se levantaria rápido o suficiente para se proteger.  Pelo menos assim eu esperava.   Me atirei ao chão, enquanto Valentina já havia saltado e mirava um agente que nos atacava.  Ela desistiu de atirar e levantou sua holo-indentificação da Agência.  Me joguei contra ela antes que ela fosse alvejada.  Tive tempo apenas de ver Pablo usando um dispositivo que criava um pequeno campo de força a nossa volta.
- Então você é o homem encarregado de minha pessoa.  Que belo dilema - disse-me Pablo com um ar teatral - porém seus fantasmas se tornarão insignificantes diante do que será reconhecido como um ato de guerra.  Felizmente devo confessar um certo grau de prazer ao vê-lo assim, assim como me deleito por saber que somente eu poderei proteger a princesa, agora inimiga de toda Metaluzia.
- A Casa Real nada tem a ver com isso!
- Pobre criança.  A Agência é o braço armado da Casa Real Mandeana.  Seus agentes estão invadindo o Palácio Central.  Sua morte servirá como pretexto para uma propaganda sutilmente elaborada para alistar toda uma geração de súditos...  Nosso amigo Furion já sabia disso, porém ele foi surpreendido por seus próprios colegas.
Furion, transtornado, como que não sabendo o que dizer, virou-se para Pablo e exclamou:
-Que tipo de andróide é você?!
- Não seja ridículo, caro amigo.  Estou oferencendo  a possibilidade de vocês manterem suas vidas.  Mandeanus terá sua guerra, de um modo ou de outro.  A princesa será dada como desaparecida, ou sequestrada, tanto faz.  O resultado será o mesmo.
Pablo acabara de dizer essa palavras quando Li se levantara.  O campo de força que nos protegia se desfazia e um grupo de metaluzianos, conhecidos como Os Assassinos, levava apenas dois parcs de tempo para aniquilar os agentes agressores.
Estávamos cercados e, paradoxalmente, estávamos a salvo.
Olhei para Valentina e LI, e lhes disse, sentindo-me, pela primeira vez em muito tempo, livre daquele velho sentimento de culpa:
- Fomos traídos... uma traição que já dura 10 anos.

Pablo sorriu e andou em direção a saída.  Era esperado que o acompanhássemos, o que fizemos.  Sua voz era clara e perfeitamente segura. Ele dizia olhando sempre para frente:
E êis que eles vieram do céu como esferas flamejantes.  Os olhos do Criador ainda não estavam completamente abertos.  Então um anjo aproximou-se de mim e disse: Tu é o assassino de meus inimigos.  Pois eu te marcarei sete vezes com a benção da Luz.  Tu terás a o poder de recriar-te em corpos como desejar.  Porém, o poder de recriar-te segundo a alma, somente o Olho completamente desperto pode te revelar.  Agora vê como esferas flamejantes que descem do céu, mas depois, verás como feito da própia Luz que ascende de teu coração.  Leve meu grito de guerra ao Senhor de Prion, pois asim anunciarás minha chegada.  O senhor de Prion te acolherá e fortalecerá tuas santas obras.

postado por Furion

Posted at 01:05 am by yazelovit
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Segredos de Família-parte III

As naves metaluzianas estavam de prontidão.  Toda a estratégia mandeana era previsível para eles.  De fato, eu havia sido usado,  assim como Li, assim como Valentina, assim como meu amigo Duraar.  Durante dez anos um plano traidor estava em curso.  Eu sabia das operações secretas, das prisões temporais não autorizadas oficialmente, dos crimes atribuídos aos metaluzianos indevidamente.  Sempre soube que Pablo não era o que diziam dele.  Porém, sempre acreditei que poderia capturá-lo.  E nunca havia feito as ligações corretas.  Quando Jonhson nos mandou à metaluzia, soube que um grande esquema havia sido montado.  Nenhum agente está preparado para uma missão dessas, pelo menos não os que receberam o treinamento padrão.  Era óbvio que algum golpe de estado estava sendo tramado. Por isso pedi uma equipe fantasma. A mesma que havia nos atacado instantes antes.  Aquilo era uma armação muito bem elaborada e eu, estupidamente, fazia parte dela desde o início!   Assim como Li, que provavelmente estava um pouco louca.

O governo metaluziando estava a par de tudo isso.  Sua ação seria precisa.  Mandeanus seria atacada pela primeira vez em mil anos de soberania galáctica.  O cerco à Metaluzia seria rompido com as forças que viriam de Prion, numa aliança poderosíssima. 

Nosso destino estava selado.  Valentina nunca trairia a casa real.  Lutaria por ela até sua morte.  Li seria uma arma perfeita contra seus criadores: um verdadeiro tiro pela culatra.  Eu usaria Pablo, assim como ele me usaria.  Eu teria minha vingança, assim como ele a sua. 

No caminho à Prion ponderei que eu já estava velho para aquilo.  Porém, quem iria querer viver para sempre?

postado por Furion

Posted at 03:16 pm by yazelovit
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Wednesday, June 28, 2006
A descoberta de um dom

No caminho para Prion, lembrei-me das poucas palavras que meu pai pronunciara  antes de partir para a missão em que fora morto.
"Valentina, Não podemos mudar o nosso destino...que é a morte!!! Porém, podemos mudar o caminho que nos conduz a ele, e com isso podemos mudar toda a nossa sorte. Esse, minha filha, é o maior trunfo que um homem pode ter!!! A consciência de que podemos mudá-lo...
Diante de tudo aquilo, eu definitivamente, havia decidido mudar a minha sorte, de modo a tornar o meu caminho, pelo menos, suportável...
Muito mais do que a traição que eu sentia pelo Estado Mandeano, me sentia terrivelmente traida por Furion. Entendi que ele sabia de tudo desde o início, e utilizara o tempo suficiente  para me enganar, e com isso, tirar algum tipo de vantagem...eu não me conformava!!!!
A partir daqui teria que montar a minha própria estratégia...e pela primeira vez, sozinha!!!
Não tinha a menor intenção de trair o meu povo, mesmo sem saber exatamente quem, em Mandeanos, estava do meu lado...
Porém o que eu mais queria e precisava saber no momento era o que estava acontecendo...que ligação teria meu pai com tudo aquilo...quem era aquela mulher de cabelos loiros com cara de vadia...e o que ela e Furion teriam em comum?!!! 
Existiam muitas coisas que eu desconhecia. Mas existiam alguns pontos daquela história e eu estava me esforçando para conseguir uni-los.
Como não poderia, jamais, saber os segredos que haviam por trás de tudo aquilo sozinha, aproximei-me de Furion e disse:
- Muito nobre a sua atitude na sala de jantar, querido amigo e parceiro...
Mas vc seria realmente nobre se desse um tiro na própria cabeça e encurtasse o pouco tempo que lhe resta...
Sei que vc pretende utilizar-se de Pablo para concretizar os seus planos Furion, não é mesmo???
E antes que ele dissesse qualquer coisa continuei:
- Pois é meu caro...o que você não sabe, é que tivemos a mesma idéia...é isso o que acontece quando duas pessoas lutam juntas por muito tempo...elas ficam parecidas...
Vc se acha tão esperto mas deveria ter utilizado seu tempo para aprender algumas coisas com as mulheres, ao invés de tê-lo usado para me trair....vc sabe muito Furion...talvez saiba tudo....só não entende que saber de mais às vezes, também é uma ameaça...
Vi que Furion quisera me dizer algo, mas desta vez, era eu que não queria ouvi-lo...
Dirigi-me para o outro lado da nave para pensar em alguma coisa quando ouvi uma voz um tanto tênue me dizer...
- Nós nunca estamos totalmente sozinhos Valentina, e como vc está bonita...
- Quem é vc? (Mas vi que era a mesma mulher que eu havia sonhado naquele dia no jardim com flores de fadas em Mandeanus, mas desta vez não era sonho era uma visão).
- Não se preocupe menina, logo você terá as respostas que procura. Me encontre o mais rápido que puder em Zarcon, na constelação de Yunin. Quando chegar lá eu te encontrarei.
Não sabia porque, mas eu confiava naquela mulher e decidi que deveria procurá-la. Mas para isso teria que seduzir Pablo, não só para que ele pensasse que eu estava do seu lado, mas, agora, para que ele me ajudasse a resgatar a minha nave.
Já era quase noite, e a viagem a Prion ainda demoraria algumas horas. Decidi falar com Pablo...soltei meus longos cabelos que estqvqm presos e cheguei perto dele:
- Ora ora...vejo que vc tem mais qualidades do que qualquer humano. Além de ser esperto ainda é muito bonito. Muito diferente do que eu havia ouvido sobre vc.
- Tudo o que vc tem ouvido desde que nasceu é uma mentira, Valentina!!
- Pois somente agora pude perceber a farça de meu povo. E pretendo lutar ao seu lado... (disse chegando muito perto de seu corpo).
Eu sabia que somente a sedução de uma mulher poderia fazer Pablo perder a cabeça, e pretendia usar da minha feminilidade para esse fim.
Acrescentei:
- Penso que se você conseguisse resgatar a minha nave poderia ser mais útil.
Pablo estava vertiginoso, totalmente dominado pela emoção, para não dizer outra coisa.
-Fique tranquila Valentina, providenciarei sua nava em alguns minutos e antes mesmo que cheguemos em Prion, ela já estará lá.
Nunca imaginei que teria sido tão fácil. Se soubesse teria usado esta arma muito antes.
Estava feito!!! Agora era só esperar.
 
Postado por Valentina

Posted at 05:11 pm by Sophia666
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Thursday, June 29, 2006
No caminho de Prion

( <<<<<<EM CONSTRUÇÃO>>>>>>>>>)

Humanos...tão previsíveis quanto um programa dróide.  Valentina e seus encantos femininos...  Intessante essa característica arcaica da espécie.  Talvez eu devesse ter sido mais reticente.  Provavelmente ela me daria uma experiência mais íntima. 
Risos. 
Isso sim seria um verdadeiro ato de guerra!

postado por Pablo

Posted at 09:34 am by yazelovit
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Friday, June 30, 2006
A Morta que Anda

Minha cabeça ainda doi furiosamente, mas não adianta me lamentar, pois ela sempre irá doer. Ou não. O que Pablo me falara soou como uma promessa.

Ora, para mercenária que eu havia me convertido, para os servicinhos que eu já havia feito por muito menos, estar do lado dele, contra a maldita Agência e ter uma "cura" como pagamento não soava nada mal (além já ter sido paga mesmo para isso, e bem paga). Aquela maldita Agência...quantas ilusões.

Com certeza Furion achava que eu estava morta. Preciso conversar com ele. Faz anos que precisamos conversar. Agora, Enfim, lado a lado novamente. A presença dele me traz uma nostalgia que é por demais dolorosa. Nosso relacionamento sempre fora difícil, eu sempre tive por ele esse misto de admiração e rivalidade. Além do que, me é impossível olhar para ele sem lembrar de Duraar, e é impossível lembrar de Duraar sem lembrar do cheiro de carne humana queimando.

Fecho os olhos, respiro fundo, nada de desmaiar denovo mulher! Não posso demonstrar fraqueza. Ninguém percebeu que eu desmaiara, ficou parecendo que caí por causa da bomba.

Não pude evitar um riso nervoso.

E não consegui olhar para Valentina. Não posso olhá-la, não quero olhá-la. É como ter os olhos de Duraar sobre mim. Com certeza ela não sabe quem eu sou.

Eu deveria ter morrido há anos atrás. Morrido junto com Duraar. Mas já que estou viva, nada mal contar umas cabeças mandeanas. Ainda me lembro como era tratada por ser de um mero planetóide fora de qualquer rota que importasse. "Associação Mandeana de Proteção do Universo". Rá! Que universo? Certamente de onde eu vim não fazia parte do universo que eles consideravam.

Sempre fora tratada como uma pessoa de segunda categoria, e se consegui galgar algum posto na Agência foi graças a minha falta de pudor em matar qualquer um, qualquer um mesmo, que eles mandassem. Sem questionamentos.

O que eles vão achar agora de tar sua velha máquina assassina contra eles?

 

 


Posted at 01:52 am by Kali
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